Associação Girassol

Movimento pela plena inclusão social

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Nesta reflexão procuraremos evitar observações teóricas pois os últimos textos que temos lido nos parecem essencialmente acadêmicos e com pouca aplicabilidade prática. Entendemos que esses trabalhos não têm contribuído, decisivamente, para a melhora do processo ensino/aprendizagem  das pessoas com deficiência visual. Na maioria das vezes, eles utilizam como campo de pesquisa um universo pequeno que não contempla o grande número de pessoas com deficiência visual.

De tempos em tempos, novos recursos tecnológicos, criados para melhorar a qualidade da educação dos cidadãos, invadem as salas de aula como ferramentas didáticas eficazes no novo processo Ensino Aprendizagem.

      Para a educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, o trajeto nunca segue o curso natural da evolução. É comum  encontrar-se na escola regular alunos cegos ou surdos em turma assistindo passivamente o decorrer das atividades, algumas vezes incompatíveis com sua faixa etária, apenas porque esta é a maneira que o professor encontrou de manter aquele aluno incluído.
É bom lembrar que essa atitude não se dá por culpa dos professores, na maioria das vezes, o educador utiliza sua criatividade por exclusiva falta de recursos e de conhecimento particularizado de cada deficiência.
A inserção de recursos audiovisuais como televisão, digital vídeo disc, transmissão via satélite, entre outros, contribuiu pouco para o desenvolvimento da educação de pessoas cegas ou de baixa visão nas suas vidas acadêmicas,  Embora o aspecto sonoro esteja incluído no processo audiovisual, o que se ouve de som, está intimamente ligado a uma imagem que o professor nem sempre encontra modos claros de transpor para o universo do deficiente visual, usando o recurso da áudio-descrição.
Lembremos que o tato, diferentemente da visão, é analógico, seu domínio da forma se dá em etapas, sua visão do todo percorre outros caminhos.
Portanto, o aluno sem visão ou com baixa visão não foi ainda inteiramente contemplado com o crescimento e invasão da tecnologia na transmissão do saber.
Mas, nem tudo está definitivamente perdido. A informática, os recursos sonoros, que melhoraram muito sua qualidade, e pesquisas sérias ouvindo os próprios deficientes, chegaram a programas e equipamentos simples perfeitamente adequados aos diversos níveis de aprendizagem.
Programas como dosvox e leitores de tela como o virtual visionl,  jaws e NVDA permitem que aluno com deficiência visual pesquisem na rede mundial de computadores, elabore trabalhos com infindáveis formatações, inclusive planilhas eletrônicas e bancos de dados, além de oferecerem recursos de alfabetização,
Outros recursos como Linha Braille, leitor autônomo (POET COMPACT), digitalizadores de texto e scanners com voz também têm facilitado, sobre maneira, o acesso da pessoa com deficiência visual, tanto na vida acadêmica, quanto no seu dia-a-dia,
Equipamentos de tecnologias simples como sorobã e geoplano possibilitam a criação e desenvolvimento do raciocínio matemático.
Entretanto, ainda é o thermoform o grande parceiro do professor na adaptação de ambientes didáticos no ensino fundamental. É ele quem transmite para o aluno cego noções exatas de mapas, tabelas de química entre outros conhecimentos básicos.
Sabemos que já existem equipamentos como o Iveo, Mesa Tátil e impressoras que imprimem desenhos em relevos que, pelo seu alto custo, ainda não fazem parte do ambiente escolar.
No ensino médio, o computador e o velho gravador são os diletos amigos do aluno cego. Na verdade, esse aluno conta com a criatividade do docente e sua força de vontade par superar todos os obstáculos que enfrenta.
Vale lembrar também que, aproximadamente, 70% das informações que recebemos, nos vêm pela visão.
Como, de acordo com a lei 7853/89, coube ao Estado a tutela dos portadores de deficiência, o Ministério da Educação criou os CAPS para a implementação da educação especial nas diversas unidades da federação, com o objetivo de auxiliar, não só as escolas públicas, mas também toda e qualquer entidade que se dedique à educação de deficientes visuais.
Entretanto, em muitos Estados esses CAPs não podem seus objetifos, seja por falta de equipamentos, seja por despreparo de seus profissionais.
Outras vezes, essa ineficiência se dá pelas condições da clentela, que, muitas vezes, precisa de um atendimento de reabilitação ou mesmo terapêutico. 


 

 

 

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